Publicado em 23/01/12 às 01:30 em Catarinense, Jogos | 1 comentário

Foto: Sirli Freitas / ClicRBS
Esperei até agora (é uma da manhã de segunda-feira quando escrevo esse artigo) para evitar que a indignação influenciasse a postagem caso eu escrevesse logo após a partida. Com esse “descanso”, tenho a chance de fazer uma postagem mais racional.
Pois bem, vamos ao jogo. Sinceramente, ao ver a escalação do Avaí as esperanças de um bom resultado já ficaram reduzidas. Arlan, Renato Santos e Ronaldo Capixaba entre os titulares? É coisa pra deixar o torcedor assustado o jogo inteiro. O franzino lateral é o mesmo do ano passado, que se esconde do jogo. Sobre os dois ex-Joinville eu já emiti opinião quando foram contratados. Para piorar, Robinho envergando a camisa dez é pra desanimar qualquer um.
PRIMEIRO TEMPO
Contrariando as expectativas iniciais, o Avaí foi superior na primeira parte do jogo. Ainda que não tenha sido assim “uma Brastemp”, criou duas chances claras que só não se transformaram em gol pela incompetência dos finalizadores: primeiro, Marcinho Guerreiro “rabou” em bola na frente do goleiro, mas podemos perdoá-lo por não ser atacante; na segunda, o “matador” Ronaldo Capixaba atrasou a bola pro goleiro chapecoense. Triste, mas já esperado.
A Chapecoense não fazia nenhuma força ou pressão para ganhar o jogo. Ao contrário, parecia só esperar que o Avaí fizesse os gols e acabasse logo com aquela agonia. A partir dos 35 minutos, vendo que o nosso time não fazia, o time do Oeste começou a se soltar e a primeira etapa terminou equilibrada, um péssimo indício sobre o que seria o segundo tempo.
SEGUNDO TEMPO
Sem alterações, aconteceu o que era esperado: o Avaí começou a fazer uma coisa que me irrita profundamente e que vem se repetindo nos últimos anos. Ao invés de ir pra cima e tentar vencer a partida, achou que o empate era um bom resultado e ficou segurando o jogo. Ora, claro que o adversário sente isso e se enche de força para vir pra cima. E não foi diferente: a Chapecoense passou a ser melhor no jogo e a criar chances. Se no primeiro tempo não havia concluído contra o gol de Moreto, a bola já começava a rondar perigosamente nossa meta.
E o gol não demorou, numa jogada que estamos carecas de ver mas parece que ninguém na Ressacada percebe: bola cruzada na nossa área, gol de cabeça. Depois disso, o time da casa acreditou que poderia mesmo vencer o jogo e passou a jogar como se fosse a final do campeonato. Mauro Ovelha tentou alguma coisa com Neílson, visivelmente acima do peso (é impressionante como jogadores profissionais ficam gordos na Ressacada).
Quando esperávamos alguma reação, ao menos uma pressão, Ovelha tira da cartola Laércio Carreirinha. Ali tive vontade de desligar a TV e ir brincar com meus filhos, mas a paixão falou mais alto e fiquei até o fim. Obviamente, o Avaí não criou mais sequer UMA chance de gol. Ficou até o final com Robinho se arrastando em campo e jogando bolas altas na área. Podia jogar até terça-feira que não marcaria gol. Não com Ronaldo Capixaba na frente, salvo se tivéssemos um pênalti a nosso favor.
E não venham me dizer que Capixaba é “esforçado”. Eu também sou e nem por isso fico mamando nas generosas tetas avaianas. Esforçado é o empresário dele, que consegue colocar esse bonde pra jogar e ainda ganhar um bom dinheiro. Esse sim, merecia uma estátua.
ANÁLISE DO TIME
Moreto: não teve culpa no gol e fez apenas uma defesa um pouco mais difícil, num chute do lateral adversário no segundo tempo. Se atrapalhou em um lance que quase resultou em gol. NOTA 6
Arlan: Apesar de jogar livre, não apoiou como deveria. Se esconde do jogo o tempo todo. NOTA 5
Leandro Silva: não foi mal, mas confesso que esperava mais dele. Pareceu um pouco assustado e sem ritmo. NOTA 6
Renato Santos: apavorado e lento, como se imaginava. Não transmite a menor confiança ao time. NOTA 4,5
Bruno: o melhor do time. Preocupado apenas em jogar bola, desarmou bem e ainda encontrou fôlego pra sair pro jogo. NOTA 8
Aelson: decepcionou, pareceu sentir o peso de enfrentar o ex-clube. NOTA 5
Marcinho Guerreiro: o brigador de sempre, ao menos serve para dar esporro nos “mandriões”. Perdeu um gol feito, o que baixa a sua cotação. NOTA 6
Pirão: outro que se escondeu do jogo. Não criou, não desarmou, não fez nada. NOTA 5
Robinho: o famoso jogador tri-atleta: corre, pedala… e nada! Colocou Marcinho na cara do gol no primeiro tempo e só caminhou na segunda etapa. Não serve pra ser o 10. NOTA 5
Cleverson: muito abaixo do que pode render, talvez ainda se ressentindo da contusão que quase o tirou do jogo. Ainda assim, o mais lúcido do nosso ataque. NOTA 6
Ronaldo Capixaba: precisa falar alguma coisa? Se Mauro Ovelha tivesse colocado uma samambaia com a camisa 9, talvez o resultado fosse melhor. NOTA 2 pelo esforço, e só.
Cássio: totalmente sem ritmo, ficou perdido. NOTA 4
Neílson: fora de forma e desengonçado, nada fez para mudar a cara do jogo. NOTA 4
Laércio: continua parecendo aqueles jogadores peladeiros de futebol suíço. Corre que nem louco para um lado e para o outro e nada produz. NOTA 3.
Mauro Ovelha: Só pela escalação do “trio esperança” citado acima, já merecia nota baixa. Tentando mudar o jogo com o Carreirinha, então… NOTA 3
A CHAPECOENSE
Mesmo sem uma pá de titulares, teve pelo menos vergonha na cara. Destaco o goleiro Nivaldo, o zagueiro Souza e o atacante Nicolas (que entrou na segunda etapa). Os demais, a meu ver, não irão longe no time titular. Mereceu a vitória pela seriedade e dedicação contra um adversário sonolento.
ARBITRAGEM
Apesar do receio, nada a contestar sobre a arbitragem de José Acácio da Rocha. Ainda que o jogo tivesse sido fácil, conduziu sem estrelismos nem sustos. Que bom se pudermos reclamar apenas do time nas derrotas, como foi o caso de hoje.
Publicado em 20/01/12 às 18:52 em Arbitragem, Outros | Nenhum comentário
A Federação Catarinense de Futebol, do eterno manda-chuva Delfim Peixoto, traz uma “notícia” na sua página principal sobre a rodada de abertura do Campeonato Catarinense 2012. Metade dos clubes da “matéria” trazem junto aos seus nomes algum destaque, à exceção de Brusque, Metropolitano, Avaí, Criciúma e Marcílio Dias, que não devem ter nada de importante a se destacar.
Segundo a FCF, que deveria tratar de forma igual todos os seus filiados, o Figueirense é “o único catarinense na Série A“. Não há como negar o fato, mas alguém se lembra de ter lido isso no site da FCF quando era o Avaí na mesma situação?
Outra coisa que me chama a atenção é a escalação de José Acácio da Rocha para a estreia avaiana em Chapecó. Jesus Cristo, com dezenas de árbitros no quadro da Federação, só cai Zé Acácio ou Celinho pra nós? Ô, praga! Tem jogo do Avaí no oeste, dá-lhe um dos dois no nosso lombo. Enquanto isso, o time do mascote-parafuso pega o Marcílio em casa com Ronan Marques da Rosa. Certamente terão pelo menos um pênalti a seu favor, independente de ter acontecido ou não. Querem apostar?
Publicado em 17/01/12 às 09:00 em Catarinense, Elenco, Jogos | 1 comentário
Como tínhamos combinado, durante essa semana vamos analisar todos os ingredientes que farão parte da estreia avaiana no Campeonato Catarinense 2012. E falando em ingredientes, vamos começar a análise pela “cozinha”, ou seja, pela defesa azurra. De acordo com os treinamentos realizados na pré-temporada e salvo algum imprevisto de última hora, Mauro Ovelha deve escalar para a estreia o seguinte quarteto defensivo: Moretto, Renato Santos, Leandro Silva e Bruno. Vamos à análise de cada um e do conjunto, lembrando sempre que o texto reflete a opinião deste blogueiro, com base em suas observações. Opiniões – contrárias ou não – serão sempre bem vindas.
Moretto: bom goleiro, mostrou qualidades já no final do brasileiro de 2011. Experiente e tranquilo, é de longe o melhor da posição no plantel avaiano. Tem como destaque o excelente posicionamento. Tem tudo para ser destaque e um dos líderes do time no Catarinense e na Série B. Escalação APROVADA pelo blog.
Renato Santos: Aqui não gostei. Quando o vi jogar algumas vezes pelo Joinville, chamou a atenção por ser lento e cintura-dura. Como já escrevi antes, vai fazer o torcedor sentir saudades do Welton Felipe. Tomara que eu esteja errado – e ficarei feliz em admitir se isso acontecer -, mas Ovelha tinha opções melhores como o próprio Rafael para essa posição. Escalação REPROVADA.
Leandro Silva: Agora sim, gostei. Zagueiro vigoroso sem deixar de ser técnico, foi o capitão e destaque da Ponte Preta na campanha do acesso do ano passado. Fiquei até surpreso que o Avaí tenha conseguido contratá-lo, quando o mais comum é perdermos jogadores. Além de boa colocação e tempo de bola, costuma chegar bem ao ataque e também é bom cobrador de faltas. Guardem esse nome, escalação APROVADA.
Bruno: Aqui, uma grande interrogação. Se quiser apenas jogar futebol, pode ser uma excelente peça. Se der “piava” na cabeça como de costume, vai ser expulso, deixar o time na mão e entregar bolas – e jogos – fáceis. Cabe ao treinador puxá-lo de lado e ter uma conversa séria com ele. Não é mais nenhum menino e está na hora de ser responsável. As lembranças passadas dão arrepios, mas já mostrou que tem qualidade. No jogo-treino da semana passada, levou cartão amarelo, o que indica que está babando pela primeira expulsão do ano. Olho nele, Mauro Ovelha! Escalação APROVADA COM RESSALVAS.
Avaliação Geral
Com dois – quase três, vai – jogadores aprovados, a defesa escalada pode nos dar alegrias. Na pior das hipóteses e sem medo de errar, é muito melhor que a do ano passado, o que por si só não é grande mérito dada a ruindade dos “meninos” que passaram por aqui. Eu trocaria Renato Santos por Rafael, mas vamos dar crédito ao trabalho do novo treinador e vê-lo em campo. A primeira prova já é de fogo, contra a Chapecoense. De bate-pronto e pela necessidade de ver o conjunto antes de mais nada, o blog APROVA a defesa escolhida alertando apenas para o cuidado com o ex-zagueiro joinvillense.
Você concorda com a análise? Gostou da escalação? Mudaria alguma coisa?
Publicado em 16/01/12 às 09:00 em Catarinense, Jogos | Nenhum comentário
Entramos – finalmente – na semana de início do Campeonato Catarinense 2012. Depois de pouco mais de um mês, que para quem gosta de futebol pareceram dez anos, teremos bola rolando já no próximo final de semana: o Avaí entra em campo no domingo para enfrentar ninguém menos que o campeão estadual no oeste do Estado.
Durante a semana, vamos avaliar todos os fatores que têm relação com a estreia: a escalação avaiana, o esquema tático, o adversário, a arbitragem etc. Chegou a hora que o blog mais esperava: vamos tentar falar apenas de futebol, do que acontece no gramado, do jogo em si. Se Deus quiser, não será necessário – pelo menos nessa semana – escrever sobre questões administrativas, marketing, página oficial, uniforme e “otras cositas” menos importantes. O que vale agora é bola rolando e o Leão em campo, o resto é “perfumaria”.
Segundo a imprensa que acompanhou a preparação em Bento Gonçalves, o time-base avaiano tem Moretto; Renato Santos, Leandro Silva e Bruno; Arlan, Marcinho Guerreiro, Pirão, Robinho e Aelson; Neílson e Ronaldo Capixaba.
Vamos analisar com mais calma essa possível escalação durante a semana, mas se Diego Palhinha e Felipe Alves não tem bola pra barrar Robinho e Ronaldo Capixaba, melhor pegarem o primeiro “busão” de volta pra casa. Se quiserem ficar em Floripa, procurem o CEPU já na segunda-feira. Vão estudar, meus filhos, porque do futebol não tirarão o sustento. Quanto ao Cleverson, vou creditar o “banco” à recente contusão que teve. E mais: se querem insistir com o Bruno de zagueiro, que façam uma lavagem cerebral no rapaz. No amistoso, já levou cartão amarelo, o que indica que está “babando” pela primeira expulsão do ano. Fica esperto, Ovelha!
Em todo caso, é cedo ainda para uma análise mais apurada. Como já escrevi, vamos “destrinchar” todos os detalhes da estreia no decorrer da semana. Apareça e deixe sua opinião nos comentários.
Publicado em 11/01/12 às 10:27 em Outros | 5 comentários
Antes de explicar o porque do título deste artigo, quero deixar claro que já sei que essa opinião forte vai suscitar defesas emocionadas do “anjo loiro”, mas como esse é um blog de opinião, aqui vai a minha e cada um tem o direito também, óbvio, de deixar a sua concordando ou não.
A ideia para o artigo surgiu de um tweet do meu amigo Rafael Eleutério (@MinhaVidAvai) com o seguinte teor: “Marquinhos não é só jogador do Grêmio. É o maior ídolo da história recente do Avaí” ao que repliquei com um “Quando se aposentar, concordo contigo. HOJE, ele é jogador do Grêmio – e só!“.
Pra início de conversa, não gosto dessa história de idolatrar jogador de outro time. Não quero ser ingrato, reconheço MUITO o que o Galego fez pelo Avaí, a campanha do acesso, a Série A de 2009, as declarações de amor. Mas hoje, nesse momento, ele estufa o peito para envergar a camisa de outro clube e não me sinto à vontade idolatrando um atleta nessas condições. Aliás, só mesmo o Avaí para proporcionar aquela cena patética de um Marquinhos visivelmente constrangido, vestindo a camisa do Grêmio e declarando amor pelo Avaí. Ridículo, pra dizer o mínimo.
Quando Marquinhos encerrar a carreira, o papo é outro. Por tudo que fez, merece mesmo ser lembrado como ídolo pela torcida avaiana. Mas, sinceramente, eu não me sinto à vontade para idolatrar um cara que amanhã ou depois pode estar jogando contra o Avaí. A propósito, como é fácil fazer um ídolo, não? Prefiro, por ora, reverenciar Saulzinho, Cavallazzi, Zenon e Adilson Heleno. E você, amigo avaiano? Idolatra Marquinhos ou prefere esperar sua aposentadoria?
Publicado em 10/01/12 às 09:38 em Outros | Nenhum comentário
Muito boa – mesmo – a entrevista de Flávio Félix para o blog Memória Avaiana. Recomendo a leitura prestando muita atenção nos detalhes revelados. Estamos aguardando ansiosamente a segunda parte, prometida para amanhã.
Publicado em 06/01/12 às 13:25 em Outros | Nenhum comentário
A Federação Catarinense de Futebol (do Delfim “Highlander” Peixoto) anuncia alterações na primeira rodada do catarinense, com a antecipação de dois jogos para o sábado.
Até entendo que deve ser para atender os interesses da televisão, mas marcar Metropolitano x Brusque pras 19 horas do domingo é de matar… será que é pro pessoal de Blumenau poder aproveitar a praia mais cedo? Vão dizer que é por causa do calor, mas engraçado que no ano passado, pra poder atender o desejo da rede de TV que manda e desmanda no futebol catarinense, fizeram Metrô e Figueirense jogarem às 17 horas, com mais de 40 graus na lata. E dia 22 em Chapecó, deve estar fresquinho pra estreia do Avaí, não? Ou só alguns serão poupados do calor?