De volta ao bom e velho futebol

Publicado em 17/05/2012 em Jogos, Outros | Nenhum comentário

Depois de algumas – necessárias – postagens sobre as atribulações administrativas do Avaí, nesta quinta-feira voltamos então ao bom e velho futebol, paixão que nos move e foco principal do blog.

Caso você não lembre, já que as notícias atuais só falam de “parcerias”, “motins” e outros termos menos cotados, o Leão entra em campo no próximo sábado, às 16h20, em sua estreia no campeonato brasileiro. É o primeiro dos 38 jogos que podem nos levar de volta à elite.

Acredito que em uma competição de pontos corridos não existe jogo mais ou menos importante que outro. O que pode ocorrer é que, dependendo da conjuntura e do momento, um confronto direto pode tomar contornos mais dramáticos e complicados. No entanto, uma vitória na 38ª rodada vale os mesmos três pontos da primeira. Simples assim.

É por não dar muita importância ao início que alguns clubes penam o campeonato inteiro e, mesmo se acertando mais tarde, não conseguem passar da zona intermediária da tabela. Dessa forma, penso que esse primeiro jogo já tem que ser disputado como se fosse o da classificação. E quem pode garantir que não seja mesmo? Só no final poderemos ter certeza. Então, por via das dúvidas, que o Avaí vá pra cima do Boa Esporte buscando a vitória desde o início, é o mínimo que o torcedor pode esperar do mais vezes campeão catarinense.

Informações dessa manhã dão conta que o Avaí treinou com a mesma escalação que iniciou o clássico decisivo no domingo, o que é uma excelente notícia. Só falta os jogadores demonstrarem a mesma disposição da final, mas isso só poderemos conferir no sábado.

O ADVERSÁRIO

O Boa Esporte continua montando o elenco para a Série B e deve estrear com um time “mais ou menos”. Tem jogadores chegando (Tiago Alves e Elivelton, revelações do Santos, foram contratados ontem) e outros – como o meia Bady – sendo dispensados sem mesmo estrearem. É, por lá a coisa também é complicada. O time será ajustado durante a competição, o que pode ser um handicap favorável ao Avaí.

Ontem o clube anunciou a venda de ingressos por R$ 30,00 nas cadeiras cobertas e R$ 16,00 nas arquibancadas descobertas. Estudantes pagam R$ 15,00 e R$ 8,00 respectivamente. Tá bom pra você? Se entendem que tem que ser assim mesmo porque “é um time pequeno, sem torcida”, é mais um motivo pro Avaí partir pra cima. Ou não?

Amanhã, aqui no blog, um pré-jogo mais completo, com detalhes sobre o que o torcedor azurra pode esperar dessa largada.

Um cenário preocupante

Publicado em 16/05/2012 em Diretoria, Outros | Nenhum comentário

Baixada a poeira dos acontecimentos dantescos da terça-feira na Ressacada, é hora de juntar os cacos e fazer o inventário do que sobrou depois da bagunça protagonizada pelo Presidente Zunino e os atletas avaianos. Pois as notícias desse início de quarta-feira não são muito animadoras, muito pelo contrário. Vamos aos fatos:

PAGAMENTO DE SALÁRIOS

Segundo informações do colunista Roberto Alves, o novo gerente de futebol Marcelinho Paulista chegou trazendo na bagagem um cheque polpudo, que foi usado para quitação dos salários de março e abril que estavam atrasados. Com esse forte “argumento”, mesmo sem gostar de Marcelinho os jogadores e funcionários terão que engolir a parceria. O problema é que dinheiro não mantém a motivação pra sempre, as empresas estão cheias de exemplos assim.

CONTUSÃO

Minha amiga Carmen, do excelente blog O Meu Avaí, já havia alertado ontem à noite: vão começar a aparecer contusões misteriosas e jogadores no departamento médico do clube, tudo como um protesto velado à saída de Carlito Arini e à frustração com as mentiras do Presidente. Pois hoje pela manhã, chega a notícia que o capitão Leandro Silva deixou o treino mais cedo por “indisposição estomacal”. Pode ser até coincidência e estarmos procurando pêlo em ovo, mas que é curioso, isso é. Leandro foi um dos que usou a palavra ontem para criticar de forma incisiva as mudanças administrativas e é um dos líderes do grupo. No seu pronunciamento, deixou claro que foi enganado pelo presidente e usou a palavra indignação. Depois de uma conversa reservada com o mandatário azurra, voltou apoiando as decisões, visivelmente constrangido. Só não viu quem não quis.

AUSÊNCIA DO CRAQUE

Segundo o blogueiro André Tarnowsky, o convite para lançamento do terceiro uniforme avaiano, ontem à noite, mencionava como uma das atrações o craque do estadual, Cléber Santana. Não fui ao evento, mas pelas fotos divulgadas o atleta não compareceu. Coincidentemente, é outro dos líderes e que se manifestou publicamente contra as mudanças. Não será surpresa se aparecer com alguma “indisposição estomacal” e não puder jogar no sábado. Passo seguinte, deve surgir uma “proposta irrecusável”, o presidente Zunino dirá que o jogador não sai do Avaí e na semana seguinte ele estará embarcando rumo a outro clube.

SOMOS REFÉNS

Não é muito difícil juntar as peças e montar o triste cenário que parece nos aguardar. O Avaí está nas mãos de quem pagar mais. Basta aparecer com algum dinheiro para comprar lugares, cargos e posições no clube. Se eu acreditava que o Avaí iniciaria a  Série B com boas chances, hoje tenho outra opinião. Como já disse, jogadores comprometidos com uma causa ganham jogos e títulos. Mas, quando não estão a fim os mesmos atletas derrubam e rebaixam um clube. O discurso “oficial” de que está tudo bem não convenceu ninguém. Na minha avaliação, Hemerson Maria não vai durar muito no comando, infelizmente. Vão dar um jeito de defenestrá-lo para colocar um técnico da “parceria”. E se, ao final do ano – toc, toc, toc –  a Série C nos abraçar, o torcedor avaiano já sabe perfeitamente em quem colocar a culpa. Vamos aguardar – e torcer – para que esse cenário mude radicalmente, apesar de ter começado da pior maneira possível.

A autocrise avaiana

Publicado em 15/05/2012 em Diretoria | 3 comentários

Esse Avaí faz coisa“.

Nunca essa frase, repetida exaustivamente pelos torcedores avaianos, foi tão verdadeira. Se em geral é utilizada para coisas boas, como a incrível reação que levou ao título catarinense, por vezes serve para classificar as pataquadas de João Nilson Zunino e companhia.

Em time que está ganhando, não se mexe“.

Essa outra frase, que ouço desde que comecei a acompanhar futebol, é auto-explicativa. Ora, se estamos vencendo vamos em frente, mantendo a formação. Os adversários perdedores que façam mudanças, afinal eles que precisam.

Nessa terça-feira o torcedor do Avaí está atordoado. Parece que João, o Zunino, levou ao pé da letra a primeira frase e ignorou solenemente a segunda. Depois de demitir Carlos Arini, profissional que montou o grupo campeão catarinense, anunciou para seu lugar Marcelinho Paulista, primeiro “fruto” da parceria com o Corinthians paulista.

Para completar o circo, os jogadores interromperam a coletiva de apresentação do novo Gerente de Futebol pedindo ao Presidente a manutenção de Carlito Arini. A saia justa estava completa. Entrevista coletiva imediatamente interrompida  para um conversinha particular entre Zunino e os atletas.

Vou confessar uma coisa: em 42 anos de vida, nunca tinha visto uma situação de autocrise no futebol. Sim, autocrise. O time é campeão, está embalado, com moral e motivação… então vem o próprio Presidente e cria um problema interno que, salvo melhor juízo, vai trazer consequências muito desagradáveis. Jogador de futebol joga por um objetivo, que às vezes pode ser lealdade ao treinador ou a algum dirigente. Mas também pode derrubar o time quando está contrariado. E os avaianos fizeram as duas coisas, recentemente: derrubaram Mauro Ovelha e foram campeões por Hemerson Maria e Carlos Arini. Mas Zunino, com todo seu discernimento, não deve ter percebido.

Tomara que não seja tarde demais para corrigir a rota, mas penso que o estrago já foi feito. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

As lambanças continuam

Publicado em 15/05/2012 em Diretoria | Nenhum comentário

O título catarinense conquistado pelo Avaí ainda está fresquinho. Não faz nem 48 horas que derrotamos nosso maior rival, os torcedores continuam comemorando efusivamente o bom momento e a superação do time quando, do nada, surge a notícia de “mudanças administrativas” no clube.

De cara, a saída do Gerente de Futebol, Carlos Arini, causa surpresa. Responsável pela montagem do time que foi campeão estadual, “Carlito” deixa o clube, ou pelo menos a função que exercia. Às 15 horas,  o ex-gerente se pronunciará a respeito e teremos informações mais detalhadas.

Não que o grupo montado pelo Carlito fosse assim “uma Brastemp”. Mas, justiça seja feita, não era dos piores. Além disso, foi ele quem trouxe o craque do campeonato, Cléber Santana. Levando em conta que esse mesmo grupo levantou o caneco, causa estranheza a demissão assim, sumária. A suspeita mais óbvia é que já estava tudo acertado e só esperavam o Avaí sair do campeonato para anunciar a decisão. Para azar e tristeza de alguns, inclusive dentro do clube, o time chegou ao título, mas isso é apenas um detalhe.

Mas o pior mesmo é a tal “parceria” que estão anunciando com o Corinthians.  Não bastasse ser com um clube pouco simpático aos avaianos – e ao futebol brasileiro em geral – o “pacote” oferecido traz Fábio Araújo, o “Maguila“, profissional que pasosu por aqui há pouco tempo e definitivamente não deixou saudades.

Pra completar a lambança, a declaração do Presidente avaiano que “se nós precisarmos de um jogador, o Corinthians nos cederá com tranquilidade” causa arrepios. Famoso por declarar sempre o contrário do que realmente acontece, Zunino já deu mostras durante sua administração de que o oposto é que costuma ocorrer, ou seja, os clubes “parceiros” levam nossos jogadores, geralmente os destaques, sem pagar nada. Por aqui só desembarcam refugos, atletas machucados ou problemáticos.

Ah, sobre Fábio Araújo, Zunino diz que não passa de “coincidência” a presença do Maguila por lá. Ah Presidente, conta pro bonequinho aqui, vai. Sinceramente, eu esperava que tivéssemos ao menos um tempinho de paz após o título e para começar a Série B, mas parece que o céu continua nublado pela Ressacada. Deus nos ajude, vamos precisar.

Boa Esporte: a primeira batalha

Publicado em 14/05/2012 em Brasileiro | Nenhum comentário

Enquanto os avaianos ainda comemoram a mágica conquista desse domingo, o blog já se antecipa e traz detalhes do primeiro adversário na difícil caminhada rumo à elite do futebol brasileiro. Como foi lembrado pelo meu amigo Felipe Silva, no blog Solta o Leão, o campeonato da Série B de 2012 promete ser um dos mais difíceis de todos os tempos. Goiás, Vitória, Atlético Paranaense, Guarani, América-MG… todos em boa fase e que chegaram às finais de seus campeonatos estaduais, disputando com clubes da Série A (como o Avaí fez por aqui). Alguns deles estão nas quartas-de-final da Copa do Brasil, numa amostra das pedreiras que nos esperam.

Assim, é importante largar bem e acumular pontos que podem ser vitais lá na frente, quando a competição chegar à fase decisiva. Por isso, conhecer o que se vai enfrentar é muito importante para vencer nesse início.

O CLUBE

Se você não conhece o Boa Esporte, torcedor avaiano, provavelmente já ouviu falar do Ituiutaba, clube mineiro que em 2010 conseguiu o acesso à Série B após dois empates contra a Chapecoense pelas quartas-de-final da Série C. Ironicamente, foi essa conquista que fez o clube mudar de sede, pois o Estádio da Fazendinha em Ituiutaba não possuía estrutura para receber jogos da segunda divisão nacional. Assim, a cidade de Varginha se ofereceu para receber a equipe, que com a mudança de sede voltou a ter o nome de sua fundação em 1947.

ELENCO

No Campeonato Mineiro desse ano, o Boa terminou em 8º lugar (de 12 clubes). Sem grandes investimentos, o clube contratou oito atletas para o brasileiro, dentre os quais de destaca o atacante Marcelo (ex-Fluminense, Madureira e Figueirense). Além dele, o meia Francismar (ex-Cruzeiro) foi contratado na última semana, junto a um pacote com jogadores vindos do Horizonte e do Red Bull (ambos de São Paulo).

Os novos contratados (à exceção de Marcelo, que já está jogando) serão apresentados apenas nessa semana, naturalmente sem o tempo necessário para ganhar entrosamento e montar um bom esquema de jogo. Para se ter uma ideia, o zagueiro Léo Fortunato, contratado para ser o “xerife” da defesa mineira, está há nada menos que cinco meses sem jogar. Além disso, os demais contratados estão treinando apenas fisicamente, em função de estarem abaixo dos demais atletas do grupo nesse quesito. Nesse ponto, o Avaí pode levar vantagem, uma vez que está com o time em ascensão e já com padrão de jogo bem definido. A partida do próximo sábado, apesar de ser uma estreia, é daquelas propícias para arrancar uma vitória fora de casa. Em um campeonato complicado como esse, não se pode desprezar as chances que aparecem. Acredito que em poucas oportunidades o time azurra terá condição tão favorável para voltar com três pontos na bagagem.

ENTÃO, AO ATAQUE

Obviamente, há que se considerar o desgaste com as finais do Catarinense e a cansativa viagem até Varginha. Mesmo assim, pra quem foi a Chapecó de ônibus e voltou de lá classificado às finais, a vitória é plenamente possível. Se Hemerson Maria mantiver a postura de jogar futebol mesmo fora de casa, as chances de vitória avaiana são bastante consideráveis. O técnico adversário, Sidney Moraes, tem dado entrevistas falando sobre a dificuldade da Série B e pregando muito respeito aos adversários, em especial nas cinco primeiras rodadas quando o time enfrenta clubes que disputaram as finais de seus estados. Assim, não deve vir com muita força para cima do Avaí.

Embora seja necessário respeitar o oponente, como de costume, um pouco de ousadia poderá nos fazer repetir a estreia da vitoriosa Série B de 2008, quando derrotamos o Paraná em Curitiba por 1 a 0. A falta de pressão (não é esperado um grande público para a estreia) aliada à moral com que o elenco avaiano entra no campeonato e às carências do adversário parecem montar o cenário ideal para um início com o pé direito.

O time do Boa vinha apenas treinando desde o mês de abrli, quando terminou sua participação no campeonato mineiro. Ontem, enquanto o Avaí sagrava-se campeão catarinense, o time de Varginha recebeu o Nacional de Serrana, quinto colocado no Mineiro e empatou em 1 a 1 num jogo-treino. O recém-contratado atacante Marcelo fez o gol do time da casa. Olho nele.

A Renato Santos, minhas desculpas

Publicado em 14/05/2012 em Elenco | Nenhum comentário

Foto: Flávio Neves / Agência RBS

Não sou daquele tipo de pessoa ranzinza a ponto de não reconhecer quando erro. Ao contrário, em geral faço questão de resgatar os equívocos que cometo e dar a mão à palmatória. Penso que isso é, inclusive, um belo exercício de maturidade.

Sendo assim, venho neste espaço me retratar publicamente pedindo desculpas ao zagueiro Renato Santos, campeão estadual pelo Avaí na tarde de ontem. Renato foi um dos destaques do time, tendo passado o campeonato inteiro com excelentes atuações e sem receber sequer um único cartão amarelo.

No início do ano, ao ser contratado, escrevi que o zagueiro “chamou a atenção por ser lento e cintura-dura. Como já escrevi antes, vai fazer o torcedor sentir saudades do Welton Felipe. Ao final, a frase que me permite escrever esse artigo hoje: “Tomara que eu esteja errado – e ficarei feliz em admitir se isso acontecer”.

Pois aconteceu. Renato se destacou, provou que eu estava errado e ajudou o time a conquistar o caneco. Parabéns ao atleta e, mais uma vez, minhas sinceras desculpas pela avaliação errada. De qualquer forma, não vou me furtar a emitir as opiniões sempre que necessário. E, em tempo, quanto ao Capixaba eu acertei em cheio.

Sem surpresas

Publicado em 23/01/2012 em Catarinense, Jogos | 1 comentário

Foto: Sirli Freitas / ClicRBS

Esperei até agora (é uma da manhã de segunda-feira quando escrevo esse artigo) para evitar que a indignação influenciasse a postagem caso eu escrevesse logo após a partida. Com esse “descanso”, tenho a chance de fazer uma postagem mais racional.

Pois bem, vamos ao jogo. Sinceramente, ao ver a escalação do Avaí as esperanças de um bom resultado já ficaram reduzidas. Arlan, Renato Santos e Ronaldo Capixaba entre os titulares? É coisa pra deixar o torcedor assustado o jogo inteiro. O franzino lateral é o mesmo do ano passado, que se esconde do jogo. Sobre os dois ex-Joinville eu já emiti opinião quando foram contratados. Para piorar, Robinho envergando a camisa dez é pra desanimar qualquer um.

PRIMEIRO TEMPO

Contrariando as expectativas iniciais, o Avaí foi superior na primeira parte do jogo. Ainda que não tenha sido assim “uma Brastemp”, criou duas chances claras que só não se transformaram em gol pela incompetência dos finalizadores: primeiro, Marcinho Guerreiro “rabou” em bola na frente do goleiro, mas podemos perdoá-lo por não ser atacante; na segunda, o “matador” Ronaldo Capixaba atrasou a bola pro goleiro chapecoense. Triste, mas já esperado.

A Chapecoense não fazia nenhuma força ou pressão para ganhar o jogo. Ao contrário, parecia só esperar que o Avaí fizesse os gols e acabasse logo com aquela agonia. A partir dos 35 minutos, vendo que o nosso time não fazia, o time do Oeste começou a se soltar e a primeira etapa terminou equilibrada, um péssimo indício sobre o que seria o segundo tempo.

SEGUNDO TEMPO

Sem alterações, aconteceu o que era esperado: o Avaí começou a fazer uma coisa que me irrita profundamente e que vem se repetindo nos últimos anos. Ao invés de ir pra cima e tentar vencer a partida, achou que o empate era um bom resultado e ficou segurando o jogo. Ora, claro que o adversário sente isso e se enche de força para vir pra cima. E não foi diferente: a Chapecoense passou a ser melhor no jogo e a criar chances. Se no primeiro tempo não havia concluído contra o gol de Moreto, a bola já começava a rondar perigosamente nossa meta.

E o gol não demorou, numa jogada que estamos carecas de ver mas parece que ninguém na Ressacada percebe: bola cruzada na nossa área, gol de cabeça. Depois disso, o time da casa acreditou que poderia mesmo vencer o jogo e passou a jogar como se fosse a final do campeonato. Mauro Ovelha tentou alguma coisa com Neílson, visivelmente acima do peso (é impressionante como jogadores profissionais ficam gordos na Ressacada).

Quando esperávamos alguma reação, ao menos uma pressão, Ovelha tira da cartola Laércio Carreirinha. Ali tive vontade de desligar a TV e ir brincar com meus filhos, mas a paixão falou mais alto e fiquei até o fim. Obviamente, o Avaí não criou mais sequer UMA chance de gol. Ficou até o final com Robinho se arrastando em campo e jogando bolas altas na área. Podia jogar até terça-feira que não marcaria gol. Não com Ronaldo Capixaba na frente, salvo se tivéssemos um pênalti a nosso favor.

E não venham me dizer que Capixaba é “esforçado”. Eu também sou e nem por isso fico mamando nas generosas tetas avaianas. Esforçado é o empresário dele, que consegue colocar esse bonde pra jogar e ainda ganhar um bom dinheiro. Esse sim, merecia uma estátua.

ANÁLISE DO TIME

Moreto: não teve culpa no gol e fez apenas uma defesa um pouco mais difícil, num chute do lateral adversário no segundo tempo. Se atrapalhou em um lance que quase resultou em gol. NOTA 6

Arlan: Apesar de jogar livre, não apoiou como deveria. Se esconde do jogo o tempo todo. NOTA 5

Leandro Silva: não foi mal, mas confesso que esperava mais dele. Pareceu um pouco assustado e sem ritmo. NOTA 6

Renato Santos: apavorado e lento, como se imaginava. Não transmite a menor confiança ao time. NOTA 4,5

Bruno: o melhor do time. Preocupado apenas em jogar bola, desarmou bem e ainda encontrou fôlego pra sair pro jogo. NOTA 8

Aelson: decepcionou, pareceu sentir o peso de enfrentar o ex-clube. NOTA 5

Marcinho Guerreiro: o brigador de sempre, ao menos serve para dar esporro nos “mandriões”. Perdeu um gol feito, o que baixa a sua cotação. NOTA 6

Pirão: outro que se escondeu do jogo. Não criou, não desarmou, não fez nada. NOTA 5

Robinho: o famoso jogador tri-atleta: corre, pedala… e nada! Colocou Marcinho na cara do gol no primeiro tempo e só caminhou na segunda etapa. Não serve pra ser o 10. NOTA 5

Cleverson: muito abaixo do que pode render, talvez ainda se ressentindo da contusão que quase o tirou do jogo. Ainda assim, o mais lúcido do nosso ataque. NOTA 6

Ronaldo Capixaba: precisa falar alguma coisa? Se Mauro Ovelha tivesse colocado uma samambaia com a camisa 9, talvez o resultado fosse melhor. NOTA 2 pelo esforço, e só.

Cássio: totalmente sem ritmo, ficou perdido. NOTA 4

Neílson: fora de forma e desengonçado, nada fez para mudar a cara do jogo. NOTA 4

Laércio: continua parecendo aqueles jogadores peladeiros de futebol suíço. Corre que nem louco para um lado e para o outro e nada produz. NOTA 3.

Mauro Ovelha: Só pela escalação do “trio esperança” citado acima, já merecia nota baixa. Tentando mudar o jogo com o Carreirinha, então… NOTA 3

A CHAPECOENSE

Mesmo sem uma pá de titulares, teve pelo menos vergonha na cara. Destaco o goleiro Nivaldo, o zagueiro Souza e o atacante Nicolas (que entrou na segunda etapa). Os demais, a meu ver, não irão longe no time titular. Mereceu a vitória pela seriedade e dedicação contra um adversário sonolento.

ARBITRAGEM

Apesar do receio, nada a contestar sobre a arbitragem de José Acácio da Rocha. Ainda que o jogo tivesse sido fácil, conduziu sem estrelismos nem sustos. Que bom se pudermos reclamar apenas do time nas derrotas, como foi o caso de hoje.