Kid Reumatismo

Sábado, 16 de Janeiro de 2010 | 09:42 (Comentar)

Viola não irá estrear pelo Brusque no jogo contra o Avaí

Pois é, quem está perto dos 40 sabe bem o que é isso… depois da atividade física dói tudo, é necessário ficar alguns dias parado. Pois que o folclórico Viola estreie contra nosso rival, no meio de semana, e marque logo uns 3 ou 4 gols.

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Árbitro de domingo

Quinta, 14 de Janeiro de 2010 | 20:07 (Comentar)

raimundoSaiu a escala de arbitragem para a estreia do Avaí no campeonato catarinense 2010. O árbitro principal será Raimundo da Luz Nascimento, de São José (que aparece na foto, ao centro, em um jogo do catarinense de 2009), auxiliado por Ângelo Rudimar Bechi (Joaçaba) e André Eduardo da Silveira (São José). Participou ainda do sorteio o árbitro Ronan Marques da Rosa (Garopaba).

Não vou comentar a respeito, porque sequer conheço o cidadão Raimundo da Luz Nascimento. Torço para que ele tenha sucesso, uma vez que é sempre bom o surgimento de novos nomes na arbitragem.

Foto: Blog do Fábio Luiz Machado

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Que várzea..

Quinta, 14 de Janeiro de 2010 | 11:41 (Comentar)

varzeaNo dia em que serão sorteados os árbitros para a primeira rodada do Catarinense, entro no site oficial da Federação Catarinense de Futebol para conferir a relação de árbitros que irão atuar em 2010, com a esperança de encontrar algum nome diferente dos Marcelinos, Marcianos e Amorins de sempre, mas…

Para minha surpresa (sim, ainda me surpreendo com esse tipo de coisa), na semana de estreia do campeonato mais importante da entidade, o site está sendo reformulado e nenhum link funciona! Frustração maior, todos os links estão lá, mas levam a lugar nenhum. Custava ter providenciado essa “reforma” com mais antecedência? Ou a Federação foi surpreendida com o início do campeonato?

E a gente ainda reclama da falta de profissionalismo dos clubes… como exigir alguma coisa se a mandatária não dá o exemplo? Parece mesmo futebol de várzea, no sentido pejorativo do termo. Nada a ver com a boa, velha e divertida várzea, de onde surgiram muitos craques para o futebol profissional. A propósito, para relembrar um timaço da várzea florianopolitana, leia o post do VidAvaí sobre os craques do E.C. Costeira na década de 80. Essa várzea eu aprovo e recomendo!

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Ingresso de rico

Quarta, 13 de Janeiro de 2010 | 22:33 (5 comentários)

Estou cansado de reclamar do preço de tudo que envolve o Avaí. Mensalidades, produtos licenciados, ingressos.. isso já está ficando chato. Então, pra não dizerem que apenas os avaianos reclamam – de barriga cheia – sobre o exorbitante preço dos ingressos na Ressacada, leia o que escreve o jornalista Rodrigo Santos, de Brusque, a respeito:

Acho que não precisa fazer pesquisa. Ontem o Avaí definiu o valor dos ingressos para o ano de 2010: a entrada mais barata custará sessenta reais, para as arquibancadas (atrás do gol, na descoberta, sem cadeira) e cem reais para as cadeiras (aí, um preço normal). Não achei nenhum outro estádio no Brasil que tenha o ingresso mais barato para adulto num valor tão alto. Acho que é o mais caro do país, tirando jogos da seleção, onde o valor chega aos cem reais.

Uma coisa é cobrar esse valor para um Avaí x Flamengo ou um Avaí x Corinthians, jogos que são atração para um bom público. Agora, sessentão para um Avaí x Imbituba, Juventus ou Brusque, afastam o torcedor do Estádio. O Atlético Paranaense, que tem um estádio de primeiro mundo, com cadeiras em todos os lugares, cobrará cinquenta neste ano.

Discuto muito a tese do ‘valor para se associar’. Como bem disse o Luiz Alano hoje na CBN, o associar ou não é uma escolha de cada torcedor, de saber se o compromisso de ir a todos os jogos do clube encaixa no seu orçamento. Mas, de certa forma, o preço alto alija aquele torcedor esporádico, ou aquele que deseja assistir um jogo de futebol, ou até mesmo aquele torcedor simples, do povão, assalariado, de ir ao Estádio.

Será que, com um preço menor, não haveria uma quantidade maior de torcedores? Fica aqui aberto o debate.”

Fonte: Blog do Rodrigo

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A primeira batalha

Quarta, 13 de Janeiro de 2010 | 09:55 (Comentar)

avaixbrusqueEstá chegando a hora. Discussões sobre valores de mensalidade e ingresso, regulamento, contratações e dispensas dão lugar, a partir de domingo, ao assunto que mais gostamos: o futebol. A partir das 19h30 do dia 17 de janeiro, o atual campeão catarinense entra em campo para defender o título e mostrar por que é o representante de SC na elite do futebol brasileiro.

Gostaria de poder analisar aqui o time que vai defender o Leão nessa primeira batalha, mas seria um trabalho inócuo. Já foi divulgada a informação que nas duas primeiras rodadas utilizaremos um time misto, quase o mesmo que disputou – e fez vergonha – na Copa SC no final de 2009.

Assim, não me animo muito com esses dois primeiros jogos. Torço para que os “meninos” cumpram seu dever da melhor forma que puderem, mas sinceramente não acredito em bons resultados. Pela provável escalação, teremos no domingo a “honra” de ver em campo Renan, Medina, Juninho, Gabriel, Juninho II, Renan Oliveira, Rodrigo Thiesen, Jhonny, Gustavo, Cristian e Roberto. Alguns bons valores, sem dúvida. O goleiro Renan, o meia Jhonny e o atacante Cristian podem mesmo ser (bem) aproveitados durante o ano. Vai servir também para avaliar o zagueiro Gabriel, contratado sob desconfiança junto ao Paraná Clube. E só.

Sobre nosso adversário, é um time que tradicionalmente incomoda no início das competições e depois vai caindo aos poucos até ficar em posições intermediárias. Seu destaque, em tese, é o garoto-propaganda Viola, um senhor aposentado que aceitou vir fazer propaganda para o simpático time do Vale do Itajaí em 2010. Ou alguém aí acredita que ele possa jogar alguma coisa? Vamos combinar, futebol é coisa séria. E com essa seriedade, devemos ter atenção especial com o meia Têti, jogador rápido e habilidoso que veste as cores brusquenses. O atleta vem comandando o meio-campo e incomodando os adversários. Além de bom jogador, sabe fazer gols e merece atenção. A defesa é composta por jogadores experientes e que não vão dar mole pro Avaí.

Esse jogo é tudo que o Brusque queria para começar bem o campeonato. Vai enfrentar uma “casca” de campeão e todo o “nome” agregado, mas com o recheio de um time de juniores. Boa sorte aos garotos, eles vão precisar.

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E o regulamento?

Terça, 12 de Janeiro de 2010 | 14:41 (1 comentário)

regulamentoO futebol brasileiro é pródigo em criar regulamentos esdrúxulos para as competições que realiza. Na década de 70, um dos critérios para classificação dos clubes chegou a ser a média de público (!) nos estádios. Com esse artifício, Fluminense-RJ e Nacional-AM avançaram no campeonato apesar do vexame dentro de campo.

A não ser pelo brasileiro das Séries A e B, com pontos corridos e o melhor sendo campeão, as coisas não mudaram muito. Os estaduais, salvo honrosas exceções, são campo fértil para a mente (des)preparada dos dirigentes esportivos. Só para citar um exemplo, no Paraná o time melhor classificado na primeira fase disputa no octogonal final todos os jogos em casa! É isso mesmo, motivo pelo qual o oitavo classificado joga todas as partidas longe de sua torcida. Que beleza, não?

Em Santa Catarina, não chegamos a tamanha criatividade, mas conseguimos o feito de ter um regulamento medonho, que está longe de premiar o melhor time (pode até acontecer essa “coincidência, mas não por mérito do regulamento). Aqui, um time pode ganhar TODAS AS PARTIDAS que disputar até a final e ainda assim não ser campeão. Basta que perca uma das partidas da final e corre o sério risco de ser apenas e tão somente vice-campeão.

E isso não é tão difícil de acontecer. Imaginem o seguinte: uma equipe vence os dois primeiros turnos. Em tese, seria o campeão, não? Não. Aqui, ainda terá que disputar uma final em dois jogos. A vantagem que terá por vencer tudo o que disputou ate então? Fazer a segunda partida em casa. E só. Que beleza! Isso é premiar a mediocridade e inibir o investimento no futebol catarinense.

De que adianta um time investir em contratações e estrutura para disputar um campeonato desses? Vamos fazer um exercício: o Avaí (ou o Joinville, ou o Figueirense, ou a Chapecoense) ganha os dois turnos com um pé nas costas. Na primeira partida da final, digamos contra o Brusque (ou o Metropolitano, ou o Juventus ou o Atlético de Ibirama) está com alguns problemas de contusão, mais umas duas ou três suspensões. Coincide de ser um dia em que nada dá certo (e já vimos isso acontecer várias vezes) e o time toma uma goleada (3 ou 4 a zero). E tem que reverter tudo isso em um único jogo, contra um adversário retrancado até os ossos. É justo? Quem seria o campeão? O melhor time ou o que aproveitou o regulamento?

Com o nível parelho que temos em Santa Catarina, um campeonato em pontos corridos, com o campeão de cada turno fazendo a final seria mais justo. E não perderia nada em emoção, como querem forçar com essa enxurrada de semifinais e finais.

Pra mim, o futebol deve premiar os melhores. Se um time venceu tudo, que seja o campeão, sem essa besteira de ter que disputar uma final ridícula. Isso é motivar – e premiar – os medíores. Mas, pra quem tem um presidente de Federação que vive de favores políticos e se eternizou no cargo à custa das amizades, o que poderíamos esperar, não é mesmo? Menos mal que ele não deu um jeito de colocar o seu Marcílio Dias novamente na primeira divisão, menos mal…

Nota do blogueiro: Felizmente, o campeonato começa no próximo final de semana. Chega de falar sobre administração, finanças, burocracia e outros assuntos menos cotados. Na próxima postagem, prometo, voltaremos a falar de futebol.

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Entendendo a elitização avaiana – parte 2

Segunda, 11 de Janeiro de 2010 | 20:20 (2 comentários)

cashNa postagem anterior, fiz referência ao processo – inevitável, ao que parece – de elitização do futebol brasileiro e concluí que, para os clubes, isso é muito interessante e é quase seu atual “sonho de consumo”. Nessa continuação, utilizo a entrevista que Mark Pinheiro, representante da agência Midiaweb (”responsável pela profissionalização do relacionamento do clube com o torcedor”) deu ao blog Elite Azul e Branca para confirma essa tese. Senão, vejamos:

De cara, ele já deixa claro que os valores estipulados “levam em consideração as metas financeiras que nos foram passadas pela diretoria e o ‘tempero’ local“. Não dá pra saber se os valores originalmente propostos pela empresa eram maiores ou menores que estes que foram divulgados, mas fica nítido que o torcedor, esse coitado, não foi levado em consideração, uma vez que o principal objetivo é atingir as famosas “metas financeiras”. Quanto ao “tempero local”, confesso que não entendi. Será que é porque Florianópolis é uma das capitais mais caras do Brasil?

Em seguida, a declaração que não deixa dúvidas. Vou reproduzi-la com o destaque que merece:

“Existe um equilíbrio muito delicado entre a participação da torcida ‘a qualquer custo’ e as necessidades financeiras do clube. Assim como o estádio com poucos torcedores pode não estimular o time, um estádio com muitas pessoas sem o retorno financeiro adequado também não oferece à empresa que o clube é os recursos necessários para manter a estrutura necessária”.

Mais claro, impossível. O Avaí quer o estádio cheio, sim. Mas, se tiver que escolher, prefere que esteja apenas “meio cheio”, mas de pessoas dispostas a pagar o preço. “Bombonera”, “caldeirão” e outras besteiras não são interessantes nem enchem os cofres do clube. A justificativa está logo a seguir, no mesmo parágrafo: “o pano de fundo desta demanda financeira é a manutenção do clube na série A com um time competitivo, as melhoras de infra-estrutura no estádio (ampliação, encadeiramento, segurança, etc), profissionalismo da direção, entre outros“. Hum… “profissionalismo da direção” seria pagar ao Dr. Zunino tudo o que ele investiu do próprio bolso no Avaí?

Especificamente sobre a “elitização”, ele sequer tenta usar eufemismos, preferindo ser direto e reto: “É um movimento inevitável e que vai piorar muitíssimo com a vinda da Copa do Mundo ao Brasil. É esperar para ver. É uma pena, mas é a realidade. Futebol não é mais um esporte de ‘povão’“. Atenção, torcedor! Não fui apenas eu que disse, o dirigente da empresa responsável pelo marketing avaiano avisou, sem panos quentes: FUTEBOL NÃO É MAIS UM ESPORTE DE POVÃO. Cruel, como eu já disse, mas absolutamente verdadeiro. E simples assim.

A entrevista continua, discorrendo sobre as ações de comunicação e fazendo comparações com o Atlético Paranaense, outro cliente da Midiaweb. Vale a pena ser lida na íntegra. Quero registrar a sinceridade do sr. Mark Pinheiro. Não fez “média” com o torcedor, não enganou ninguém e assumiu o que já suspeitávamos: o Avaí está interessado no retorno financeiro que pode ter. Se puder conciliar isso com a vontade do torcedor, tanto melhor. Mas se tiver que escolher, o dinheiro vai falar mais alto. Sempre.

Com base nessa entrevista, não acredito que o Conselho Deliberativo avaiano consiga mudar muita coisa no aumento das mensalidades. A elitização parece mesmo ser um processo inevitável. Se assim for, que o clube esteja preparado para as cobranças – que serão diretamente proporcionais o que está sendo exigido do torcedor.

Em tempo: para entender sobre a nova classe média brasileira, essa mesma que deseja, ainda que não diga, mais conforto e serviços de qualidade – e está podendo pagar por isso – leia reportagem da revista Época que trata do assunto em detalhes.

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Entendendo a elitização avaiana – parte 1

Segunda, 11 de Janeiro de 2010 | 19:41 (Comentar)

elitizacaoEm 1998, quando era editor do site FutebolSC, tive uma conversa com um ex-presidente do Figueirense, que na época penava com dívidas e precisava de qualquer forma levantar o clube e a autoestima perdida. Dentre outras coisas, uma parte desse papo ficou gravada na minha memória e foi remoída com frequência durante os anos seguintes: segundo o dirigente, a tendência natural era que os clubes colocassem cadeiras em todo o estádio, que aumentassem os ingressos e as mensalidades e oferecessem serviços diferenciados para atrair torcedores com maior poder aquisitivo.

Numa época ainda amadora e romântica para os clubes catarinenses, quando a participação na Série A e a verdadeira profissionalização eram apenas um sonho, recebi essa afirmação com indisfarçável surpresa. Mas ele foi além, dizendo que para os clubes é melhor ter um número menor e mais qualificado de torcedores no estádio. Isso reduz os custos com segurança e logística, além de aumentar a renda com um público que consome produtos mais caros sem reclamar nem pechinchar. Assim, seria possível oferecer serviços melhores e mais personalizados, com lojas nos estádios e muito mais. Então, naturalmente perguntei: “e o povão, Presidente?“. A resposta veio rápida, como se estivesse pronta: “o povão vai assistir pela TV, teremos transmissão de todos os jogos a um preço mais acessível“.

Naquele tempo, as palavras dele soaram como uma loucura, um delírio de alguém que desejava intimamente elitizar o futebol, um esporte tradicionalmente do povo. Hoje percebo que, ao contrário, eram palavras de alguém muito inteligente e com uma visão de futuro que não consegui alcançar. Pois não é que suas “profecias” estão se materializando, com mais rapidez a cada ano?

Em 2010, quase doze anos depois, o que os clubes vêm fazendo – e o Avaí não é exceção – é a implantação gradativa desse processo de elitização, cujo auge atual é a discussão acerca do aumento de mensalidade dos sócios – não o aumento em si, mas os percentuais aplicados. Grosso modo, o que o Avaí está querendo, nas entrelinhas, é manter o sócio “rico” e sugerindo ao povo que assista aos jogos em casa.

Pode soar cruel, mas é verdade. É claro que o clube não vai a público dizer isso, mas suas atitudes demonstram esse pensamento com clareza. É claro que o Avaí sabe que, com esse aumento, vai reduzir o número de associados de início. Mas será que o clube realmente QUER esse associado que está saindo? Ou prefere alguém mais “elitizado” no seu lugar? Não é mais negócio deixar o povão abandonar e investir na elite?

Conheço gente – mais do que vocês possam imaginar – que não vai ao estádio porque gosta de assistir aos jogos como a um espetáculo teatral – sentados e levantando apenas nos momentos de clímax. Esses torcedores não suportam ter que ficar pedindo insistentemente para que as pessoas à sua frente sentem o tempo todo. Mais que isso, tem alguns desses que não leva mulher e filhos ao estádio por causa das baixarias – incluindo brigas – que acontecem nos jogos de maior público. Teve gente – mais de uma dezena de pessoas – que me confidenciou que não vai sair de casa, pegar algumas horas de fila e pagar para ter que aturar bêbados frustrados jogando cerveja pra cima, desrespeitando as outras pessoas e puxando confusão. Alguém vai dizer que esses são menos avaianos do que os outros? Besteira, são apenas diferentes.

E alguém pode dizer então: “ah, que comprem um camarote com todo o conforto que desejam”. O problema é que o camarote já é destinado para uma classe ainda mais alta. O torcedor que citei no parágrafo anterior faz parte da classe média, que cresceu muito nos últimos anos e, ela própria, se elitizou. E está hoje nas arquibancadas (ou cadeiras), buscando o máximo de conforto que puder ter. Então, esse aumento parece uma “seleção natural”: o povão vai dar lugar para a classe média, cada vez mais exigente. E é exatamente isso que os clubes desejam.

Essa postagem já ficou longa demais. Daqui a pouco faço outra, completando o raciocínio com base em algumas declarações que li.

Em tempo:

1) É claro que os torcedores que desejam a elitização não vão se manifestar publicamente. Seriam massacrados pelo povão;

2) Continuo sendo veementemente contra esse aumento absurdo nas mensalidades. Essa postagem é apenas uma tentativa de entender o processo que está acontecendo.

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Grupo fechado

Sábado, 09 de Janeiro de 2010 | 22:35 (Comentar)
patric

Patric chega para completar o grupo azurra

Com a confirmação oficial, agora à noite, da contratação do lateral-direito Patric, que estava no Cruzeiro, o Avaí encerra o ciclo de contratações para o Campeonato Catarinense. Penso que foi montado um bom grupo, realmente melhor do que o que tínhamos no início de 2009. Obviamente, observações deverão ser feitas para avaliar a necessidade de novas contratações no futuro, mas temos um plantel de dar inveja aos adversários de Santa Catarina. Se vai vingar na prática, não sei, mas as expectativas do torcedor são as melhores possíveis.

Segundo informações de Portugal (Patric é atleta do Benfica), o ponto forte do lateral é o apoio ao ataque, deixando a desejar na marcação. Se for isso mesmo, não será problema no esquema 3-5-2 ou 3-6-1 geralmente utilizados pelo Avaí, já que os alas têm muito mais função de atacantes do que propriamente marcadores, função que fica a cargo dos volantes e, em último caso, da linha de três zagueiros.

Uma outra excelente notícia é que, com a contratação de Patric, “Luiz Ricardo deve acertar a sua transferência para o futebol paulista“. Depois da saída de Marcus Winícius, o eterno “cabecinha de aracuã” (que eu acabei esquecendo de comentar) e agora Luiz Ricardo, só posso gritar a plenos pulmões: DEUS EXISTE! OBRIGADO, SENHOR!

O ovo de pata avaiano

Sexta, 08 de Janeiro de 2010 | 10:05 (Comentar)

ovodepataDiz a sabedoria popular e sempre ouvimos falar que o ovo de pata é maior, mais saboroso e nutritivo que o ovo de galinha. Além disso, ambas as aves põem ovos com a mesma frequência e quantidade; no entanto, o produto da galinha é muito mais consumido. O motivo, ainda segundo a sabedoria popular, é que a galinha cacareja após botar o ovo, atraindo a atenção do consumidor. Enquanto isso, a pata apenas olha o ninho e sai discretamente.

Trocando em miúdos, a mensagem é que a propaganda é a alma do negócio. E no futebol isso vale muito. Recentemente, ao anunciar a contratação do lateral Roberto Carlos, o Corinthians (a exemplo do que já tinha feito com Ronaldo Fenômeno) fez uma exaustiva campanha de divulgação e marketing usando o nome do atleta. Ao pisar em solo paulista, já havia nas lojas camisas oficiais com o número 6 e o nome “R. Carlos” logo abaixo. O site oficial abria com uma pré-página especial falando sobre a contratação e com link para a venda de camisas oficiais. Nem preciso dizer que vendeu como água, sem contar o que o clube ganha indiretamente com a presença do craque e com a estratégia correta de marketing. O time paulista transformou a contratação em um digno e atraente “ovo de galinha”.

Por outro lado, em uma simpática ilha do Sul do Brasil, um clube faz talvez sua maior contratação na história, ao menos no nome e fama, e se contenta em fazê-lo vestir a camisa do clube e dar uma entrevista coletiva, como se ele fosse um Marcus Winícius qualquer. Experimente ir às lojas procurar a camisa 10 com o nome do Sávio, experimente… ganha um doce quem conseguir. Imagine a renda que o clube está perdendo com essa omissão.

Não aproveitam as chances de arrecadar e depois partem para a solução simples e antipática de aumentar as mensalidades. Um típico – e infelizmente já comum – ovo de pata. Grande, saboroso e nutritivo, mas discreto em demasia…